A Importância dos Rins

Na saúde e harmonia: permite fluir, reciclar, morrer para renascer, a segurança e a fé.

Na densidade e desequilíbrio: cristaliza as críticas, medos, desapontamentos e fracassos.

Um belo dia acordamos e chegou aquele friozinho: é o inverno. Momento de ficar quietinho, o yin máximo se instalou. Ao inverno corresponde o elemento água e aos rins, responsável por filtrar todas as nossas águas. Agora a natureza dorme. Um ciclo se encerra. A emoção que desequilibra os rins é o medo. Medo do que? Se amamos, se confiamos, se fluímos, não é preciso ter medo das mortes, dos fins de ciclos. Sabemos que tudo recomeçará de uma nova forma na primavera.
Importante lembrar que existe uma relação simbólica entre as “nossas águas” e todas as questões emocionais. Portanto, pelos rins passam todas as nossas emoções e sentimentos. Será neles que as vibrações têm a oportunidade de serem filtradas e excretadas. Caso contrário, irão se alojar nos diferentes órgãos: nos pulmões as más-águas e tristezas, no fígado as iras, mas nos rins as críticas, medos, desapontamentos e fracassos.

A cada minuto, cerca de 20% do sangue que sai do coração passa por esse par de órgãos com formato de feijões. São filtrados 125 ml de sangue/min, sendo que 124 ml são reabsorvidos pela circulação e 1 ml vira urina (excreto). Num adulto saudavelmente hidratado, o volume aproximado de 1,5 litro/dia de urina é excretado, que deverá ser idealmente incolor e transparente.

O processo de filtragem é entendido metafisicamente como uma capacidade de discernimento (quem passa no filtro e quem fica retido?) que, ao final, é o importante trabalho realizado por todos os sistemas excretores. No caso dos rins, ele irá filtrar o sangue; ou seja, todas as substâncias que penetrarem na corrente sanguínea terão que passar pelo seu sistema de seleção que está relacionado com a capacidade interior de se desprender e eliminar os fatos desagradáveis da vida (emoções e sentimentos), como também os comportamentos do passado não condizentes com o presente e as perspectivas – planos e projetos – do futuro.

A qualidade desta filtração costuma ser muito afetada pela crítica, julgamento e malícia. É claro que existem situações perigosas e inadequadas que não irão nos levar onde queremos. Cabe a nós perceber (com os 5 sentidos plenos = meditação) e transformar, valorizando as oportunidades do excretar, jamais se identificar com a situação. Criticar apenas, não resolve, ao contrário, nos liga ainda mais, se permanecemos presos, apegados (sem permitir o encerramento dos ciclos) e não eliminamos (soltarmos) devidamente.

Além disso, é importante notar que o sistema renal funciona com um “par” de rins, portanto ele depende de parceria e cumplicidade entre eles para seu pleno funcionamento. Externamente eles representam a busca pela qualidade dos relacionamentos interpessoais e a percepção do amor através ao outro. É, onde não existe o amor, existe somente o medo, e nada mais, afirmava o mestre indiano Osho.

Outra situação interna que atinge os rins é a crença nas dificuldades, é a falta de fé no perfeito fluir do universo. Temer não conseguir realizar seus objetivos, representa não ter se livrado das memórias difíceis do passado, não confiar. Achar que tudo é difícil e complicado dificulta nas decisões, escolhas e discernimento. A saída é perceber o contexto por uma ótica positiva (leve e libertadora), que irá garantir uma plenitude para o bom funcionamento dos rins.

Os cálculos e dores renais revelam dificuldades de relacionamentos não dissolvidas, não liberadas para excreção, para findar. Existe, embutido também, um comportamento emocional infantil, ou rebelde, diante dos desafios, principalmente aqueles ligados às parcerias e uniões.

Reclamar da situação é não ver o lado bom que existe nela. Sempre cabe a pergunta: o que devo aprender com isso?

Atualmente, mais de 10% dos homens e 5% das mulheres sofrem de cálculo renal. Explica-se esta desproporção pelo fato das mulheres externalizarem mais as emoções, enquanto os homens costumam cristalizar seus desapontamentos. A incidência varia geograficamente, refletindo diferenças ambientais e comportamentais.

Entretanto, o índice de casos é abruptamente crescente, associado à “modernização” da alimentação e hábitos ocidentais.

Em qualquer ser humano com problema renal, existe oculta uma dependência dos outros, uma necessidade de apoio, consideração e afeto; por mais que suas atitudes afirmem o oposto, pois, quando suas expectativas afetivas são frustradas, costumam criticar os outros, querendo mostrar-se auto-suficiente.

E, neste sentido, acredito piamente que a nossa alma gêmea encontra-se exatamente dentro de nós, pois quando os pulmões, rins, coração e cérebro (órgãos pares) funcionam em harmonia, a sensação de plenitude torna-se o maior encontro de amor e transbordamento. Experimente e comece com esta brincadeira diária: desintoxicando-se!

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